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Você sabia que o Hipotireoidismo tem uma versão subclínica?

O Hipotireoidismo Subclínico é um distúrbio comum, com prevalência em 4-9% na população geral. Populações expostas a maior conteúdo de iodo na dieta geralmente apresentam maior prevalência da doença e maior taxa de progressão pra Hipotireoidismo. É mais comum em indivíduos brancos, naqueles com história familiar de doença tireoidiana, em pacientes com doenças autoimunes como diabetes tipo 1 e os com história prévia de irradiação externa em pescoço e face.

O curso natural da doença é variável, podendo progredir pro hipotireoidismo franco, manter-se em Hipotireoidismo Subclínico por períodos longos ou regredir espontaneamente.

O Hipotireoidismo Subclínico é definido por uma elevação persistente do TSH e níveis normais de T4 livre. Em 50% dos pacientes o hipotireoidismo é transitório, com normalização do TSH em segunda dosagem hormonal. Em geral, anticorpos tireoidianos positivos e alterações na ultrassonografia de tireóide falam a favor de formas crônicas e progressivas.

O hipotireoidismo subclínico está associado a manifestações de hipotireoidismo (cansaço, ganho de peso, queda de cabelos, pele ressecada, constipação intestinal, etc), alterações na função cognitiva, piora da qualidade de vida, aumento de colesterol ruim (LDL), aumento na incidência de doenças cardiovasculares como hipertensão e doença arterial coronariana e aumento na mortalidade.

A doença deve ser tratada durante a gestação, em mulheres que desejam engravidar em breve (pelo risco de abortamento e alterações cognitivas no feto) e em pacientes com sintomas de Hipotireoidismo. Pacientes com doença cardiovascular ou risco de doença cardiovascular elevado (hipertensão, diabetes, dislipidemia, síndrome metabólica) devem ser tratados para reduzir risco de AVC e Doenças Coronarianas e a mortalidade por estas causas. Quem tem níveis de TSH com elevação progressiva, anticorpos anti-tireoidianos positivos e ultrassonografia com alterações compatíveis com Tireoidite de Hashimoto também devem ser tratados. Depressão e transtorno bipolar associados costumam apresentar benefícios com o tratamento.

O importante é estar sempre em dia com os exames e visitar o médico regularmente!

Fonte: Medical Site